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A ÁGUA DOCE NAS RELAçõES INTERNACIONAIS Autor(a): Christian G. Caubet ISBN:2284-5
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A obra A água doce nas relações internacionais preenche importante lacuna na bibliografia nacional sobre o tema. Os poucos estudos especializados disponíveis não acompanham a evolução dos usos da água, o aumento dos temas ligados aos recursos hídricos e a dramaticidade dos problemas nas relações domésticas e internacionais contemporâneas. Não há obra de referência que liste, analise e reflita sobre todas as dimensões internacionais dos problemas hídricos, abordando desde os diversos usos às diversas regiões e bacias hidrográficas regionais nas quais o País possui interesses, ou seja, no Prata e na Amazônia.
O livro busca satisfazer dois requisitos essenciais: informar detalhadamente sobre a situação atual da água doce e convidar à reflexão sobre seus problemas. O século XXI é o século da água doce, mas pouca gente percebeu a magnitude dos problemas. Já não se trata mais e tãosomente de compatibilizar os usos: dessedentação e consumo doméstico e animal, irrigação, produção de energia, consumo industrial, navegação, pesca, lazer, flotação de madeira, recepção de esgotos e resíduos, disposição final de produtos poluentes. Hoje, todos esses usos costumam ser apresentados como elementos a serem compatibilizados.
Para se conseguir isso, bastaria querer e valer-se da boa-fé e do otimismo.
As relações humanas, particularmente as internacionais, comportam cada vez menos fatores de cooperação e partilha harmônica dos elementos naturais, atualmente chamados de recursos ou bens econômicos. A onipresente tentação de transformar em mercadorias os recursos escassos, para solucionar os problemas de oferta e demanda, introduz importantes fatores de tensão social e política entre os países envolvidos. Ao determinarem a mercantilização da água, as teorias ultraliberais estão favorecendo aspectos conflitantes das relações internacionais, em prejuízo das já complexas ações diplomáticas que buscam soluções consensuais e consagradas juridicamente.
Além da existência dos problemas, os membros mudaram. No Congresso de Viena de 1815, apenas os representantes estatais discutiam as questões dos rios internacionais e da navegação. Hoje as ONGs contestam abertamente as políticas estatais e os intentos privatizantes dos Estados-Maiores internacionais da água. As barragens não são mais consideradas fatores de desenvolvimento, em razão dos danos sociais e ambientais que elas provocam para obterem um progresso cujos efeitos colaterais chegam a ser devastadores; e a humanidade está procurando nas águas subterrâneas, muitas vezes internacionais como no caso do Aqüífero Guarani, garantias de sobrevivência de um líquido tão raro e precioso que passou a ser conhecido como o ouro azul. Essas são algumas abordagens do livro que atrairão diversos leitores.
CHRISTIAN G. CAUBET
Doutor em Direito pela Université de Toulouse I (França).
Professor Titular do Departamento de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde ministra, na Graduação, as Disciplinas de Direito Ambiental e de Direito Internacional Público.
Nos Programas de Pós-graduação da UFSC, ministra as Disciplinas Teoria das Relações Internacionais e Direito Ambiental Internacional, no Mestrado, e os seminários "Recursos Hídricos e Metodologia da Pesquisa" e "Enfoques sobre a Sociologia de Pierre Bourdieu", no Doutorado.
Pesquisador IA do CNPq.
Representante da área de Direito no CA-CE/CNPq.
Membro da Comissão de Direito Ambiental da International Union for the Conversation of Nature (IUCN).
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Dados Técnicos |
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Produto: A Água Doce nas Relações Internacionais
Editora: Manole / Minha Editora
Ano: 2006
Edição: 1
ISBN: 2284-5
Páginas: 254
Acabamento: Brochura
Formato:
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